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A arte já é gamer

Bruno Vasone | 16 de agosto de 2008

link_vs_ganon.jpg

Mostra de arte inspirada na cultura dos videogames ainda é coisa pra gringo ver, mas a gente pode espiar.

Foi ontem a vernissage da quarta edição da i am 8-bit, à qual centenas de californianos compareceram para verem e serem vistos. A notícia do Kotaku conta o caos que foi a festinha, abarrotada de gente, filas pra entrar e quadros sendo vendidos antes das pessoas poderem vê-los. Dá pra ver a zorra pela péssima qualidade das fotos da galeria.

Do pouco que fica visível, destaque pro Mario acid-nightmare, Earthworm Jim pop-terror e as pac-grenades. E a do Link contra o Ganon acima.

Em uma das fotos dá pra ver uma pilha de cartazes do Mega-man 9, e fico imaginando se era distribuição gratuita. Inveja… ¬¬

No mais, acho que a do ano passado tava bem melhor - dava vontade de comprar quase todas as obras. Se fosse aqui…

meh!

via: Kotaku

Em tempo: Vídeo-entrevista do Théo Azevedo com o presidente da Nintendo norte-americana, Reggie Fils-Aime, falando (sempre naquela eloquência de press conference) entre outras coisas das barreiras que a Nintendo enfrenta pra entrar oficialmente no mercado brasileiro. Falou bonito, e com propriedade.

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earthworm jim, game art, i am 8-bit, mario bros, mega man 9, Mercado Brasileiro, Nintendo, reggie fils aime, zelda
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Piratas no divã

Bruno Vasone | 14 de agosto de 2008

Penny Arcade

Um sujeito chamado Cliff Harris, profissão: game designer independente, inspirou-se com essa tirinha do Penny Arcade acima e decidiu irromper do bunker de papelão por detrás do qual as grandes produtoras bombardeam o tema da pirataria nos games. Com uma pergunta na cabeça e um teclado na mão, Cliff espalhou diversos tópicos pela internet, dirigiu-se diretamente ao seu público alvo com uma questão simples e honesta:

“Por que as pessoas pirateam games?”

Poucos dias e milhares de respostas depois, Cliff Harris dividiu as defesas pela pirataria em 6 categorias/motivos principais. Resumão:

- Os semi-políticos: Propriedade intelectual, censura, facismo;

- Dinheiro: Preços muito altos - se fossem mais baratos, comprariam com mais impulso;

- Qualidade dos jogos: Preocupação com a falta de suporte, estabilidade, falhas no game design ou jogabilidade. Conteúdo ou gráficos pobres não foram citados. Alguns games cansam muito rápido, e demos curtos demais não representam bem a totalidade do jogo. O hype que desaponta;

- DRM: Segundo o autor, foram os argumentos melhores colocados. Acabar com DRM pra ele é o primeiro passo (e mais simples) para começar a atrair os piratas de volta às lojas. O que nos leva à… ;

- Distribuição digital: … Preguiça. Muitos piratas o sstrão porque é mais fácil. Vários deles afirmaram piratear tudo que não está disponível na loja virtual do Steam;

- Confissões: “Porque gosto de coisas de graça e sei que não vou ser pego.”

Os resultados de Cliff Harris giram em torno de como ele irá lidar com sua própria produção. Mas esses três tópicos de discussão, onde o pau comeu solto - literalmente milhares de respostas - são uma mina de ouro de informações sobre o tema.

Enquanto isso, aqui embaixo, creio que nossos piratas se encaixem nessas mesmas categorias, com diferenças nas proporções obviamente (dinheiro sendo o equivalente a um mamute balofo perto das outras). Será que dá pra puxar alguma outra categoria daí? Talvez um enraízamento da pirataria como modus operandi na nossa relação com produtos culturais?

Essa atitude do game designer inglês bem que podia inspirar o pessoal por aqui. Tanto público alvo como os colossos (governo e as poucas empresas do setor) poderiam tentar ouvir um pouco mais um ao outro. Esse debate poderia ser um passo REAL pra arrebentar essa que continua -desdesempre- sendo a maior trava do nosso mercado.

via: Rock, Paper, Shotgun

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Cliff Harris, Mercado Brasileiro, Penny Arcade, pirataria, Steam, ubisoft
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borg

esse blog ainda é uma massa amórfica tentando encontrar sua identidade, enquanto acompanha o amadurecimento do meio de expressão cultural mais promissor desse século.

jogando: Psychonauts, Battle for Middle Earth II, Fahrenheit, ICO, FlatOut Ultimate Carnage

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