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Piratas no divã

Bruno Vasone | 14 de agosto de 2008

Penny Arcade

Um sujeito chamado Cliff Harris, profissão: game designer independente, inspirou-se com essa tirinha do Penny Arcade acima e decidiu irromper do bunker de papelão por detrás do qual as grandes produtoras bombardeam o tema da pirataria nos games. Com uma pergunta na cabeça e um teclado na mão, Cliff espalhou diversos tópicos pela internet, dirigiu-se diretamente ao seu público alvo com uma questão simples e honesta:

“Por que as pessoas pirateam games?”

Poucos dias e milhares de respostas depois, Cliff Harris dividiu as defesas pela pirataria em 6 categorias/motivos principais. Resumão:

- Os semi-políticos: Propriedade intelectual, censura, facismo;

- Dinheiro: Preços muito altos - se fossem mais baratos, comprariam com mais impulso;

- Qualidade dos jogos: Preocupação com a falta de suporte, estabilidade, falhas no game design ou jogabilidade. Conteúdo ou gráficos pobres não foram citados. Alguns games cansam muito rápido, e demos curtos demais não representam bem a totalidade do jogo. O hype que desaponta;

- DRM: Segundo o autor, foram os argumentos melhores colocados. Acabar com DRM pra ele é o primeiro passo (e mais simples) para começar a atrair os piratas de volta às lojas. O que nos leva à… ;

- Distribuição digital: … Preguiça. Muitos piratas o sstrão porque é mais fácil. Vários deles afirmaram piratear tudo que não está disponível na loja virtual do Steam;

- Confissões: “Porque gosto de coisas de graça e sei que não vou ser pego.”

Os resultados de Cliff Harris giram em torno de como ele irá lidar com sua própria produção. Mas esses três tópicos de discussão, onde o pau comeu solto - literalmente milhares de respostas - são uma mina de ouro de informações sobre o tema.

Enquanto isso, aqui embaixo, creio que nossos piratas se encaixem nessas mesmas categorias, com diferenças nas proporções obviamente (dinheiro sendo o equivalente a um mamute balofo perto das outras). Será que dá pra puxar alguma outra categoria daí? Talvez um enraízamento da pirataria como modus operandi na nossa relação com produtos culturais?

Essa atitude do game designer inglês bem que podia inspirar o pessoal por aqui. Tanto público alvo como os colossos (governo e as poucas empresas do setor) poderiam tentar ouvir um pouco mais um ao outro. Esse debate poderia ser um passo REAL pra arrebentar essa que continua -desdesempre- sendo a maior trava do nosso mercado.

via: Rock, Paper, Shotgun

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Cliff Harris, Mercado Brasileiro, Penny Arcade, pirataria, Steam, ubisoft
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Recrutamento de gamers

Bruno Vasone | 7 de agosto de 2008

Um protesto aconteceu ontem em São Francisco, em frente ao escritório da Ubisoft. O motivo foi o uso do game America’s Army como ferramenta utilizada pelo exército norte-americano para recrutamento de novos soldados, violando protocolo da ONU. O que segundo o jornalista da Wired presente na passeata, atira nos próprios pés da lógica por trás da passeata. Isso e os gritos de guerra e cartazes banais. Entre gozações com algumas futilidades da manifestação, a matéria discute a real validade do protesto e relata alguns acontecimentos bizarros que ocorreram.

Marketing surfando na onda dos games pra atingir público alvo não é novidade, e não vejo nada demais no exército utilizar da mesma ferramenta. Até empresas automobilísticas e redes de fast-food já estão nessa, seja com comerciais ou jogos inteiros baseados em seus produtos. Isso sem falar que praticamente toda empresa que se presta hoje em dia carrega em seu website algum tipo de joguinho em flash.

Recemente, até o exército da longínqua Nova Zelândia começou a explorar a cultura gamer pra atrair novos recrutas. Apesar das peças serem ótimas, fica difícil imaginar que alguém queira se alistar pela “emoção e adrenalina” experienciada em partidas de Tetris.

via: Wired

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america's army, IGA, in-game advertising, tetris, ubisoft
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